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Smart Grids: Celesc Investe R$ 30 Milhões Em Automação Para Blindar Rede Contra Quedas De Energia

Smart Grids: Celesc Investe R$ 30 Milhões Em Automação Para Blindar Rede Contra Quedas De Energia

Distribuidora instala mais de 600 religadores automáticos e amplia uso de tecnologia inteligente para aumentar a confiabilidade do fornecimento

A Celesc vem intensificando o processo de digitalização e automação da rede elétrica de Santa Catarina como parte de uma estratégia estruturante para elevar a qualidade do fornecimento e reduzir o impacto das interrupções no atendimento aos consumidores. Entre 2023 e 2025, a distribuidora investiu mais de R$ 30,8 milhões na aquisição e instalação de 612 religadores automáticos, equipamentos inteligentes capazes de identificar falhas e restabelecer o serviço de forma autônoma.

Os dispositivos, instalados em diferentes pontos da rede de distribuição, permitem que falhas transitórias, provocadas, por exemplo, por galhos, ventos fortes ou sobrecargas momentâneas, sejam isoladas e solucionadas em poucos segundos, sem a necessidade de deslocamento de equipes de campo. Na prática, isso significa menos tempo sem energia, menor número de interrupções percebidas e maior conforto para consumidores residenciais, comerciais e de serviços essenciais, como escolas e hospitais.

Automação da rede como pilar de confiabilidade

Os religadores automáticos funcionam como sensores e atuadores inteligentes da rede. Quando ocorre uma anomalia, o equipamento identifica o ponto do problema, secciona o trecho afetado e tenta recompor o fornecimento de forma automática. Caso a falha persista, o sistema mantém apenas o segmento danificado desligado, preservando o atendimento nas demais áreas.

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Além da recomposição rápida, os religadores também possibilitam o redirecionamento do fluxo de energia por rotas alternativas, sempre que houver disponibilidade técnica, o que reduz significativamente o alcance geográfico das interrupções e evita desligamentos prolongados.

Esse tipo de solução é um dos principais vetores da transição para redes mais inteligentes, as chamadas smart grids, e ganha relevância em um cenário de aumento da complexidade operacional, impulsionado pela expansão da geração distribuída, pela eletrificação da economia e pelo crescimento da demanda.

R$ 30,8 milhões investidos em três anos

Os investimentos realizados pela Celesc foram distribuídos ao longo dos últimos três anos, com foco na ampliação gradual da cobertura tecnológica em todo o território catarinense:

  • 2023: 245 equipamentos (R$ 10,9 milhões)
  • 2024: 86 equipamentos (R$ 4,5 milhões)
  • 2025: 281 equipamentos (R$ 15,3 milhões)

Além disso, a companhia já encomendou mais 88 religadores automáticos, com entrega prevista até junho de 2026, o que representa um novo aporte de R$ 5,6 milhões e assegura a continuidade do programa de modernização da rede.

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Qualidade do serviço e resposta ao consumidor

Para a diretoria da empresa, os investimentos em automação têm impacto direto nos indicadores de continuidade e na percepção do consumidor sobre a qualidade do serviço prestado. O diretor de Distribuição da Celesc, Cláudio Varella, destaca que a tecnologia muda a lógica de atuação da rede.

“A rede passa a responder mais rápido aos problemas, o que reduz o tempo sem energia e melhora a qualidade do serviço. É tecnologia trabalhando diretamente a favor do cliente.”

A redução do tempo médio de atendimento e do número de clientes afetados por ocorrências é hoje um dos principais desafios das distribuidoras, especialmente em regiões com maior exposição a eventos climáticos extremos, cada vez mais frequentes no Sul do país.

Infraestrutura preparada para o crescimento do Estado

Na avaliação da presidência da Celesc, a modernização da rede não é apenas uma resposta a problemas operacionais, mas parte de uma visão de longo prazo sobre o papel da infraestrutura elétrica no desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina.

“Estamos preparando o sistema elétrico para acompanhar o crescimento do Estado, com mais eficiência, segurança e confiabilidade para a população”, afirmou o presidente da companhia, Tarcísio Rosa.

Com a expansão de setores como indústria, agronegócio, turismo e serviços digitais, a demanda por energia de qualidade tende a crescer tanto em volume quanto em requisitos técnicos, como estabilidade de tensão, continuidade e capacidade de resposta a distúrbios.

Digitalização como vetor estratégico do setor elétrico

O movimento da Celesc está alinhado a uma tendência mais ampla do setor elétrico brasileiro, em que distribuidoras vêm intensificando investimentos em automação, sensoriamento remoto, inteligência operacional e redes digitais. Essas tecnologias são consideradas fundamentais para sustentar a evolução do sistema, integrar novas fontes renováveis e atender consumidores cada vez mais sensíveis à qualidade do fornecimento.

No caso catarinense, a adoção massiva de religadores automáticos representa um avanço concreto na direção de uma rede mais resiliente, capaz de responder com maior rapidez a falhas, reduzir perdas operacionais e elevar o padrão de serviço entregue à sociedade.

Caio Rocha

Sou Caio Rocha, redator especializado em Tecnologia da Informação, com formação em Ciência da Computação. Escrevo sobre inovação, segurança digital, software e tendências do setor. Minha missão é traduzir o universo tech em uma linguagem acessível, ajudando pessoas e empresas a entenderem e aproveitarem o poder da tecnologia no dia a dia.

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