A grande crise da Raízen
A Raízen está enfrentando um dos piores momentos de sua história. A elevada alavancagem financeira, de 5,1 vezes a relação dívida líquida/Ebitda, está forçando a empresa de combustíveis a encontrar um acordo com os acionistas, conseguir se capitalizar e melhorar a estrutura de capital. O objetivo é manter o grau de investimentos das agências de rating. A empresa precisa de uma injeção de capital entre R$ 20 bilhões e R$ 25 bilhões para reduzir a alavancagem a um nível abaixo de três vezes, uma vez que a geração de caixa dela hoje não é suficiente para pagar o custo da dívida. A Shell, uma das controladoras, quer a entrada de novos acionistas no capital da empresa. Mas existe o risco de uma reestruturação da dívida, com um corte de seu valor. O chamado “haircut”.

***
O nome que amedronta o mercado
Nos últimos dias, o mercado brasileiro registrou uma forte volatilidade. A preocupação tomou conta dos investidores após a indicação do secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, para uma diretoria no Banco Central (BC). A curva de juros futuros subiu no dia da divulgação da notícia de que o presidente Lula poderia confirmar o colaborador do ministro Haddad na diretoria da autarquia. Mello é um economista heterodoxo com graduação e mestrado pela PUC-SP e doutorado pela Unicamp, próximo da chamada Teoria Monetária Moderna, o que gera preocupações no mercado sobre um possível corte da taxa de juros na marra.


***
Indústria brasileira parou de crescer
A atividade industrial brasileira enfrenta uma forte desaceleração em 2026 por causa da alta da Selic e do tarifaço dos Estados Unidos. No ano passado, a produção industrial registrou uma alta de apenas 0,6%. Muito menos do que em 2024, quando o crescimento tinha sido de 3,1%. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro houve uma retração de 1,2% na produção ante novembro, queda mais forte desde julho de 2024 (-1,5%). A produção industrial brasileira está ainda 16,3% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011.
***
Mais lojas para pets
O grupo Petz Cobasi planeja a abertura de novas lojas em 2026. Após a aprovação da operação de fusão por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a previsão é de uma abertura de 15 novas unidades, expandindo e padronizando a oferta de serviços como o plano de saúde para animais domésticos. O objetivo é aumentar em 10% o faturamento em 2026. Nos primeiros nove meses do ano passado, a empresa faturou R$ 7,7 bilhões. A Petz Cobasi pretende abrir as novas lojas em municípios com uma população a partir de 90 mil habitantes.


***
Venda de carros em queda livre
A venda de carros novos desabou em janeiro de 2026. Segundo os dados da consultoria especializada K.Lume, os emplacamentos de veículos leves se contraíram 39% na comparação com dezembro e ficaram praticamente estáveis na relação ao primeiro mês do ano passado, ficando em 162.342 unidades. Na comparação com janeiro de 2025, no entanto, as vendas de veículos leves novos — carros, picapes, utilitários esportivos (SUVs) e vans — subiram 1,3%. Os dados são baseados no Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).
***
Nova fábrica da WEG
A WEG anunciou a construção de uma nova fábrica dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) em Itajaí, Santa Catarina. A unidade será a mais moderna do país no segmento e faz parte da estratégia da empresa de fortalecer sua presença em tecnologias voltadas à descarbonização e à expansão das energias renováveis. A previsão de conclusão das obras é no segundo semestre de 2027, e a operação da unidade deve gerar cerca de 90 empregos diretos.
***
Preço dos imóveis cresce menos
O preço de vendas dos imóveis no Brasil está crescendo menos do que no passado. Segundo o Índice FipeZAP, que acompanha a flutuação dos valores de unidades residenciais em 56 cidades brasileiras, a alta em janeiro foi de 0,20%. A menor variação mensal desde março de 2021, quando subiu 0,18%. Em novembro, os preços dos imóveis tinham aumentado 0,58%, enquanto em dezembro a alta havia sido de 0,28%. No acumulado dos últimos 12 meses, o Índice FipeZAP registra uma alta de 6,12%, acima tanto do IPCA, que soma alta de 4,31% no período, quanto do IGP-M, que recua 0,91%.


***
Produção de petróleo do Brasil bate recorde
A produção de petróleo do Brasil em 2025 alcançou 3,7 milhões de barris por dia, registrando uma alta de 12,3% em comparação com 2024. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), as novas unidades que entraram em atividade na região do pré-sal impulsionam os números para um novo recorde. A produção de gás natural aumentou mais, com alta de 17% no comparativo anual, para 179 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d). Em dezembro, a produção de petróleo brasileira atingiu 4,015 milhões de barris por dia, um aumento de 6,4% na comparação com novembro e de 17,4% em relação a dezembro de 2024. A Petrobras também registrou uma alta expressiva em dezembro, de 7,6% na comparação com novembro, chegando a 3,21 milhões de barris de óleo equivalente (boe/d).
***
Otimismo no varejo
O setor varejista esbanja otimismo com o ano de 2026. Segundo pesquisa realizada pela Zucchetti Brasil em parceria com a Central do Varejo, quase 80% dos varejistas acreditam que há espaço para expansão dos negócios, mesmo diante de incertezas econômicas e mudanças regulatórias. As entrevistas com 373 profissionais do setor mostraram um otimismo cauteloso. A maioria projeta um crescimento, porém mais de um terço prefere adiar investimentos aguardando mais clareza sobre o cenário tributário e competitivo.
***
Cimed vai às compras
A Cimed adquiriu a fabricante de produtos de higiene bucal Ice Fresh. A fábrica, localizada no interior de São Paulo, deverá ser utilizada para a produção da Super, nova marca da companhia. A Cimed planeja chegar a um faturamento de R$ 10 bilhões até 2030.


Leia também “BRB vende ativos”



Publicar comentário