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Ânima e Cogna disparam após JPMorgan elevar recomendação para compra; Yduqs cai

Ânima e Cogna disparam após JPMorgan elevar recomendação para compra; Yduqs cai

O JPMorgan elevou a recomendação para Ânima (ANIM3)d e neutra para overweight (exposição acima da média do mercado, equivalente à compra) e a tornou o papel sua principal escolha (Top Pick), por ser a maior beneficiária do ciclo de afrouxamento monetário que deve começar em março e que ainda não está refletido no consenso de lucros. O preço-alvo foi elevado para R$ 9, ante R$ 5, principalmente por margens mais altas e pelo impacto da menor alavancagem no WACC (Weighted Average Cost of Capital, ou Custo Médio Ponderado de Capital).

A equipe do banco também elevou Cogna (COGN3) para compra, diante de um forte potencial de crescimento em 2026 e valuations atrativos. O banco estabeleceu preço-alvo em R$ 6,50.

Por outro lado, rebaixou Yduqs (YDUQ3) para neutro, devido ao valuation relativamente elevado, e Afya também para neutro, já que se beneficia menos do ciclo de afrouxamento. A preferência do banco é: Ânima, Cogna, Ser (SEER3), Laureate, Afya e Yduqs.

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Às 10h25 (horário de Brasília), COGN3 subia 5,71%, a R$ 3,52, ANIM3 tinha alta de 5,67%, a R$ 3,73, SEER3 avançava 2,29%, a R$ 9,82, enquanto YDUQ3 caía 3,26%, a R$ 12,48.

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Setor

O JPMorgan avalia que, após vários períodos com foco na geração de fluxo de caixa livre, as companhias educacionais comprovaram capacidade de converter lucros em caixa. Por isso, o banco volta a priorizar métricas de lucro, consideradas mais adequadas e menos voláteis do que o FCF.

O JPMorgan passou a favorecer a Ânima por avaliá-la como a principal beneficiária do corte da Selic entre as companhias do setor, movimento que, na visão do banco, ainda não está precificado.

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As estimativas do JPMorgan estão levemente acima do consenso da Bloomberg para o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2026 e 2027 (+3%/+3%), mas significativamente acima no lucro, em 48% e 47%, principalmente pelo impacto de uma curva de juros mais dovish sobre uma dívida líquida em queda. Com essas projeções, o banco vê a Ânima negociando a múltiplos de 4,1 vezes e 2,9 vezes P/L (Preço sobre Lucro) em 2026 e 2027.

O JPMorgan destaca que, caso a Selic permanecesse em 15%, suas estimativas de lucro ficariam 27% e 1% acima do consenso, e a ação estaria sendo negociada a 4,6 vezes e 3,9 vezes P/L.

O JPMorgan projeta crescimento de receita de 12% em 2026, contra 5% anteriormente, refletindo uma expansão mais forte do ensino superior (Kroton) e a contribuição do segmento K12, que cresce em ritmo mais acelerado. O banco também avalia que a recente decisão sobre o rito acelerado para aprovação de cursos de enfermagem pode ajudar a reduzir perdas de receita.

As estimativas de lucro do JPMorgan para 2026 e 2027 estão bem acima do consenso (45% e 63%), embora o banco ressalte que a definição de lucro ajustado para a Cogna é mais controversa do que para outros pares, o que reduz a relevância do consenso. A Cogna negocia a 5,4 vezes e 4,2 vezes P/L em 2026 e 2027, respectivamente.

O JPMorgan segue positivo com a Ser, que considera descontada, negociando a 4,7 vezes P/L 2026 e 4,0 vezes P/L 2027. Segundo o banco, a empresa deve continuar ampliando suas vagas em medicina, após garantir 480 vagas nos últimos dois anos, muitas delas via liminares judiciais. As estimativas de lucro do banco estão 11% e 20% acima do consenso para 2026 e 2027.

O JPMorgan ressalta, porém, a baixa liquidez do papel (ADTV de US$ 2 milhões em dois meses), tornando-o mais adequado a fundos de small caps. O banco manteve recomendação de compra e o preço-alvo foi elevado para R$ 19,50, ante R$ 18, principalmente por margens levemente mais altas.

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Afya

O JPMorgan avalia a Afya como uma operação premium e bem gerida no Brasil, mas prefere a exposição médica via Ânima ou a previsibilidade da Laureate, do México e Peru. O banco vê risco de queda nas estimativas de consenso, já que suas projeções estão 7% e 8% abaixo do consenso para 2026 e 2027.

Além disso, a Afya tende a ser a menos impactada positivamente pelo ciclo de afrouxamento monetário, devido ao baixo nível de alavancagem. O preço-alvo para dezembro de 2026 foi reduzido para US$ 22, de US$ 24,50, refletindo estimativas menores e expectativa de real mais fraco.

Com a mudança de foco de geração de fluxo de caixa (FCF) para lucro, o JPMorgan se tornou menos otimista com a Yduqs em relação aos pares. O banco vê alta probabilidade de a companhia não atingir o guidance de lucro por ação (EPS) de R$ 1,70 a 2,00 em 2025 e projeta expansão limitada em 2026 (R$ 1,99, contra guidance de R$ 2,20 a 3,20), o que resulta em valuation elevado frente aos concorrentes.

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As estimativas do JPMorgan estão 2% abaixo do consenso para 2026, mas 11% acima para 2027. O preço-alvo para dezembro de 2026 foi levemente reduzido para R$ 21, ante R$ 22 anteriormente.

Caio Rocha

Sou Caio Rocha, redator especializado em Tecnologia da Informação, com formação em Ciência da Computação. Escrevo sobre inovação, segurança digital, software e tendências do setor. Minha missão é traduzir o universo tech em uma linguagem acessível, ajudando pessoas e empresas a entenderem e aproveitarem o poder da tecnologia no dia a dia.

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