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Cabine espelhada na Sapucaí provoca adaptações nas comissões de frente e casais de mestre sala e porta-bandeira

Cabine espelhada na Sapucaí provoca adaptações nas comissões de frente e casais de mestre sala e porta-bandeira

A criação da cabine de jurados espelhada na Sapucaí gerou uma grande expectativa por uma mudança na apresentação das Comissões de Frente das escolas do Grupo Especial. Na primeira noite de desfiles, o quesito foi um dos que mais empolgou a Sapucaí: dos truques de ilusionismo da Imperatriz Leopoldinense ao drone tripulado da Portela.

O novo mapa dos jurados levou as escolas a planejarem ao menos uma apresentação visando os dois lados da avenida. Mas a primeira noite mostrou que as grandes alegorias permanecem, mas agora estáticas servindo como um palco aos bailarinos.

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Nos últimos anos, as agremiações apostaram em grandes elementos alegóricos para a abertura dos desfiles e algumas comissões chegaram a optar em se apresentar de frente para os jurados — ficando de costas e até impossibilitando o público do outro lado de entender o que era mostrado.

Além do direcionamento da dança a um dos lados, o uso de tripés gigantescos é muito criticado, pois, quando mal usado, pode impedir até de assistir a apresentação das frisas, que ficam no nível da pista da Sapucaí. Alguns ainda impedem o público de ver o 1º casal de mestre-sala e porta-bandeira, que vem logo atrás, se apresentarem.

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O regulamento prevê ainda um sorteio na quarta-feira de Cinzas para descartar, antes da apuração, as avaliações de dois jurados de cada quesito: uma delas de um dos lados da cabine espelhada. Todas as quatro primeiras escolas optaram por levar elementos alegóricos grandes em suas apresentações das comissões.

O tripé usado pela Imperatriz representava um grande palco de apresentação para Ney Matogrosso. Com truques de ilusionismo, quatro Neys, cada um representando momentos diferentes do artista, se revezavam numa representação do imaginário musical brasileiro.

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O coreógrafo da comissão, Patrick Carvalho conta que decidiu levar quatro adaptações da coreografia: uma para cada parada de jurados e outra para o restante da avenida.

— É uma coisa nova e ninguém tem a receita. Eu acredito que a coreografia precisa ser mais dinâmica e virar de um lado para o outro em poucos segundos. E o personagem do Ney me ajudou muito, porque ele de costas também dança — conta ele.

A Portela, surpreendeu o público pela tecnologia empregada no quesito. Alexandru Duru, um engenheiro romeno, deu asas, quase literais, a Negrinho, o príncipe Custódio, figura histórica do Benin e que resistiu e espalhou a fé afro-gaúcha.

— Toda a parte coreográfica no juri espelhado foi feita especialmente para ele. Mas não mudamos muitas coisas, mexemos na estética do desenho coreográfico, como o posicionamento dos integrantes de forma mais arredondada — descreve Claudia Mota, coreógrafa da Comissão de Frente da Portela.

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A Mangueira contou a história de Raimundo dos Santos Souza, o sábio das ervas, xamã e babalaô Mestre Sacaca e optou em levar um tripé que parte da apresentação centralizado.

Outro importante quesito que teve que se adaptar com a cabine espelhada foram os casais de Mestre -Sala e Porta -Bandeira. A Acadêmicos de Niterói decidiu repetir a coreografia desenhada para essas cabines por toda avenida: reverência, pavilhão e movimentos para os dois lados.

— Tínhamos decidido fazer uma só e no encontro com os jurados no fim do ano passado, o presidente da Liga (Gabriel David) recomendou fortemente que a gente repetisse em todas as cabines porque o propósito é contemplar o público. Então — conta Thainara Matias, 1ª porta-bandeira da Acadêmicos de Niterói.

Já o casal da Mangueira adaptou a dança das cabines individuais para a espelhada:

— Nossa dança já era 360º, mas adaptamos a entrada, saída e reverência aos jurados. Calculamos para ter o mesmo tempo de movimentos para os dois lados — revelou Matheus Oliveiro.

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Caio Rocha

Sou Caio Rocha, redator especializado em Tecnologia da Informação, com formação em Ciência da Computação. Escrevo sobre inovação, segurança digital, software e tendências do setor. Minha missão é traduzir o universo tech em uma linguagem acessível, ajudando pessoas e empresas a entenderem e aproveitarem o poder da tecnologia no dia a dia.

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